OBSERVATORIO AMBIENTAL AGROPECUARIO
M E R C O S U R
--------------------------------------------------
Centro Latino Americano de Ecologia Social - CLAES
+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + +
No. 42, Junio , 2002
CONTENIDO
+ ANALIZAN AUMENTO DEL AEC EN EL MERCOSUR
+ MAIZ TRANSGENICO EN URUGUAY
+ LEGISLACION BRASILENIA SOBRE AGROTOXICOS
+ PARAGUAY: BRASILENIOS IMPONEN TECNOLOGIA
+ PROYECTO CABRITO ECOLOGICO
+ TRAZABILIDAD DE GANADO EN MATO GROSSO DO SUL
+ PESCA ILEGAL EN ARGENTINA
+ MAIZ TRANSGENICO EN BOLIVIA
+ CAIDA DEL MONOCULTIVO FORESTAL EN ARGENTINA
+ CERTIFICACIONES EN LA AGROPECUARIA
+ PRODUCCION DE ALIMENTOS, DESNUTRICION Y SOLIDARIDAD
+ EVENTOS y NOTICIAS
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
ANALIZAN AUMENTO DEL AEC EN EL MERCOSUR
La "Cadena Productiva de Arroz" del Mercosur, integrada por
productores, industriales y exportadores del sector, estan
analizando el aumento del Arancel Externo Comun (AEC) para
contrarrestar los subsidios agricolas aprobados por el gobierno de
Estados Unidos para sus productores, informo el presidente de la
Asociacion de Cultivadores de Arroz (ACA), Hugo Manini.
En las deliberaciones se procuran acuerdos entre privados para
"protegernos de la ley de subsidios agricolas de los Estados
Unidos" que llevaria a arruinar a los productores arroceros de
esta parte del mundo. Uruguay propuso a sus pares de la "Cadena
del Arroz" la fijacion --por parte de los gobiernos del Mercosur--
de un AEC del 35%, con el fin de contrarrestar la politica de
subsidios agricolas de los Estados Unidos. Los empresarios
tambien quieren crear una entidad privada, que tendria sede en
Montevideo, para administrar el comercio de arroz dentro del
Mercosur.
MAIZ TRANGENICO EN URUGUAY
El Ministerio de Ganaderia, Agricultura y Pesca de Uruguay anuncio
que se encuentra proximo a liberar un evento de maiz transgenico
en Uruguay. Organizaciones ambientales de Uruguay han reaccionado
ante el hecho; Carmen Amendola, de Redes, sostuvo que cuando se
apruebe el maiz transgenico, sera muy probable que no se pueda
evitar la "contaminacion" del maiz comun, ya que "como el maiz es
una planta dioica con polinizacion cruzada, tiene mas
posibilidades de contaminacion que cualquier otra." Por su parte,
Enrique Estramil de la Facultad de Agronomia, sostuvo que sera
necesario una regulacion de distancias minimas entre las
plantaciones. Sostuvo que una contaminacion del maiz con el
transgenico implicaria "un agujero economico demasiado grande y no
creo que el pais tenga plata para cubrirlo."
LEGISLACION BRASILENIA SOBRE AGROTOXICOS
A legislacão sobre agrotoxicos e afins, entrou em vigor no dia 1.º
de junho. Tais medidas estão disciplinadas por legislacão
especifica - Lei 7.802/89, com redacão dada pela Lei 9.974/00 e
Decreto 4.074/02. Segundo o engenheiro agrônomo Gerson Augusto
Gelmini, diretor da area de fiscalizacão da Agência de Defesa
Agropecuaria, essas medidas são necessarias, ja que so em 2000,
foram comercializadas no territorio paulista, 64.114 toneladas de
agrotoxicos, o que representou 20% do consumo do Pais e 25,7
milhões de unidades. Apenas de material plastico, foram utilizados
12,6 milhões de unidades, totalizando 2.685 toneladas.
Gelmini explica que a legislacão tambem distribuiu
responsabilidades entre os usuarios, comerciantes e fabricantes.
Os usuarios devem efetuar a devolucão das embalagens vazias no
posto de recebimento ou centro de recolhimento, indicado pelos
revendedores. Esses locais devem ser licenciados por orgão
ambiental e credenciados pelo estabelecimento comercial. Cabe ao
usuario observar as instrucões constantes no rotulo, bula ou
folheto complementar e manter à disposicão da fiscalizacão, pelo
prazo de um ano, os comprovantes da devolucão.
Os estabelecimentos comerciais devem dispor de instalacões
adequadas para o recebimento e armazenamento das embalagens, ate
que sejam recolhidas pelas empresas responsaveis pela destinacão
final das embalagens. Se não tiverem condicões de receber ou
armazenar, devem credenciar posto de recebimento ou centro de
recolhimento, cujas condicões de funcionamento e acesso não venham
dificultar a devolucão. Devem constar na nota fiscal de venda, o
endereco para devolucão e, o revendedor deve comunicar eventual
alteracão no endereco e fornecer comprovante de recebimento,
mantendo o sistema de controle das embalagens recebidas.
Os fabricantes são responsaveis pelo recolhimento, transporte e
destinacão final das embalagens devolvidas, podendo tambem
instalarem e manter centro de recebimento. Os produtores de
equipamentos para pulverizacão devem inserir nos novos
equipamentos, adaptacões destinadas a facilitar as operacões de
triplice lavagem ou tecnologia equivalente.
A venda e uso dos agrotoxicos, bem como a destinacão de suas
embalagens vazias, comecam a ser fiscalizados neste mês pelo IMA
(Instituto Mineiro de Agropecuaria). O motivo e a entrada em
vigor, em 1º de junho, da lei que obriga o comercio a receber de
volta os recipientes dos produtos vendidos aos
agricultores. Para estes, a lei esta valendo desde o ano 2000,
quando foram proibidos de descartar em qualquer lugar as
embalagens dos defensivos usados na lavoura.
A fiscalizacão sera feita a partir dos 12 escritorios seccionais
do IMA, os quais abrangem uma area formada por 52 municipios.
Segundo o agrônomo do instituto, Paulo Costa Junqueira, a lei
estabelece que os revendedores de produtos agrotoxicos passaram a
ter, a partir do ultimo sabado, a obrigacão de criarem um deposito
para as embalagens vazias ou se associarem a outra empresa para
essa finalidade.
PARAGUAY: BRASILENIOS IMPONEN TECNOLOGIA
Empresas brasilenias estan utilizando el suelo paraguayo para
realizar experimentos con nuevas variedades de semilla. Esto
ocurre especialmente con el maiz. En diferentes puntos, en la zona
norte del Alto Parana y en este distrito, se pueden observar
parcelas de tierra donde se cultivaron diferentes tipos de semilla
de maiz. Todo se hace con tecnicos brasilenios.
El Ministerio de Agricultura y Ganaderia (MAG) de Paraguay no
tiene ningun control sobre los ''experimentos'' que realizan los
brasilenios, de acuerdo a los datos obtenidos por el diario ABC
Color. Firmas brasilenias que se dedican a la comercializacion de
semillas, en asociacion con empresas que se dedican a este rubro,
estan sembrando varios tipos de variedades de maiz, inclusive
algunas ''nuevas'' que aun estan en fase de experimento.
Existen varias parcelas demostrativas. Son varias las empresas que
inclusive disputan entre si en territorio paraguayo para imponer
sus productos y tecnologia. Las parcelas de tierras donde se
cultivaron las especies nuevas, y de otros tipos, tienen grandes
carteles indicando que tipo de productos son.
En el municipio de Mbcarayu se pueden observar varias plantaciones
con carteles que indican que alli se sembraron productos
brasilenios con la asistencia tecnica y financiera de empresas del
vecino pais. Un funcionario del MAG, de la zona, quien pidio que
su nombre sea mantenido en el anonimato, dijo que no cuentan con
medios para realizar las fiscalizaciones y debido a eso los
tecnicos brasilenios imponen su tecnologia en territorio nacional.
Inclusive la Empresa Brasilenia de Pesquisas Agropecuarias (Embrapa)
impone su politica agraria en la zona del decimo departamento y en
una parte de Canindeyu.
Al igual que ocurre con la siembra de trigo, toda la ganancia que
se obtiene con el cultivo de maiz va hacia el Brasil. Todo el
proceso de produccion se hace con recursos economicos del Brasil,
ademas de la asistencia tecnica de los profesionales que vienen
del pais vecino. El ex concejal municipal de Hernandarias, Ing.
Ruben Sanabria, habia indicado que la presencia del Gobierno
Nacional a traves de sus respectivos organismos en la zona es
totalmente nula.
Los organismos estatales del Brasil imponen su politica agraria en
suelo paraguayo, convirtiendo la zona del Alto Parana y parte de
Canindeyu en una especie de ''estado brasilenio'', ante la desidia
de las autoridades nacionales.
PROYECTO CABRITO ECOLOGICO
O Banco do Nordeste, atraves do ETENE-FUNDECI, acaba de aprovar
recursos da ordem de R$ 125.000,00 para complementar as acões do
projeto Cabrito Ecologico: Validacão de um Sistema de Producão e
Avaliacão da Aceitabilidade pelo Mercado, em execucão pela Embrapa
Semi-Arido (Petrolina, PE), tendo a micro-região de Juazeiro como
o espaco da maioria das acões. Participarão efetivamente do
projeto a EBDA, o IRPAA (Instituto Regional da Pequena
Agropecuaria Apropriada) e o SENAI-CERTA (Centro Regional de
Tecnologia de Alimentos). O projeto contara ainda com o apoio da
Embrapa Caprinos.
TRAZABILIDAD DE GANADO EN MATO GROSSO DO SUL
O Estado de Mato Grosso do Sul ja esta realizando o rastreamento
do gado, Sistema Brasileiro de Identificacão e Certificacão de
Origem Bovina e Bubalina (Sisbove). A estimativa e a de se
rastrear, pelo menos, 700 mil animais em Mato Grosso do Sul e mais
de 2 milhões no pais.
De acordo com o delegado federal da Agricultura, Jose Antonio
Roldão, o Estado foi escolhido para intensificar o lancamento do
programa, caracterizado pela marca, brinco ou chip eletrônico no
boi, pelo fato de abrigar o maior rebanho bovino do Brasil, com
mais de 23 milhões de cabecas. "A rastreabilidade e tida hoje como
condicão essencial para garantir a aceitacão da carne bovina no
mercado externo, disse o delegado, "por causa do avanco de doencas
como a febre aftosa".
PESCA EN ARGENTINA: AUSENCIA DE CONTROLES
Una auditoria realizada por la Facultad de Derecho de la
Universidad de Buenos Aires (UBA) revelo una amplia gama de
irregularidades administrativas que existen en la actividad
pesquera en Argentina. El trabajo esboza la participacion de
funcionarios y empresas pesqueras en actos anomalos que llevaron a
una profunda depredacion de los recursos naturales del litoral
maritimo nacional.
Hay mas de 35 faltas graves. La mayoria pertenece al periodo
comprendido en los anios 90 y en particular durante el acuerdo
pesquero celebrado con la Comunidad Economica Europea. "El examen
efectuado -explica el informe de la UBA- indica que en muchos
casos la normativa que ha regulado el tramite de las peticiones
indicadas, tendiente a organizar, dar publicidad y transparencia a
la gestion, no resguardo debidamente el desenvolvimiento
organizado y conforme a derecho administrativo. Tampoco protege la
persecucion del interes general y el logro de la verdad objetiva."
Entre ellas, el otorgamiento de permisos de pesca en favor de un
proyecto sin que estuviese inscripto el propietario en los
registros; la resolucion de actos administrativos sin dictamen
juridico previo; el empleo de la figura de "complemento de bodega"
para ampliar la capacidad de pesca de los buques, sin que
existiese una norma que lo autorizara; transferencia de permisos
en favor de embarcaciones que fueron desafectadas de la flota
nacional y hasta reservas "in eternum" de permisos de unidades
siniestradas, entre muchas otras cosas.
El estudio afecta la situacion legal de grandes buques factorias
que pertenecen a firmas pesqueras con facturaciones de alrededor
de 70 millones de dolares al anio. Alli se enumera que 56 buques -
hoy en actividad- presentan "irregularidades graves" y otros 164
muestran problemas de "escasa entidad". A la vez, los abogados
solicitaron la documentacion de otros 36 buques que operan
actualmente, propiedad de importantes empresas marplatenses, que
jamas fue remitida por la Subsecretaria de Pesca, que depende de
la Sagpya.
El servicio de auditoria que la Facultad presta tambien para
empresas del sector privado, le significo a la administracion
publica un gasto superior a los 200.000 dolares y aun permanece
guardada por las autoridades. En ella se deslizan los posibles
procedimientos legales para encarar un reordenamiento del sector.
Muchas de las irregularidades que le costaron al pais una profunda
depredacion de los recursos maritimos podrian sanearse mediante
simples actos administrativos, dice el trabajo.
"Se han obtenido evidencias que muestran: incumplimiento de las
disposiciones legales -sentencia el informe-, falta de impulsion
de oficio, la adopcion de decisiones por parte de la
administracion en expedientes sin estado de resolucion;
interpretacion parcializada del regimen juridico, deficit
manifiesto de fiscalizacion e incumplimiento por parte de los
funcionarios de ejercicio pleno de las atribuciones legalmente
conferidas."
BOLIVIA: DENUNCIAN ENVIOS DE MAIZ TRANSGENICO
Se denuncio en Bolivia que donaciones de alimentos otorgadas por
el gobierno de Estados Unidos se encontraban contaminadas con maiz
transgenico "Starlink". Esta variedad no esta autorizada para el
consumo humano en el mundo debido a su potencial para afectar la
salud humana. La denuncia fue realizada por Amigos de la Tierra
Internacional, Fobomade y otras instituciones, a partir de pruebas
realizadas por Genetic ID, un laboratorio independiente localizado
en Iowa, EE UU. Se tomaron muestras de alimentos donados a ese
pais bajo el programa PL-480, de una mezcla de harina de maiz y
soya. Hechos similares tuvieron lugar en el pasado cuando se
descrubio maiz contaminado en partidas que EE.UU. exporto a Japon.
En ese mismo sentido, Oxfam International emitio un comunicado
alertando el uso que estan tomando estos programas. La
institucional internacional sostiene que los programas de Ayuda
Alimentaria historicamente han sido utilizados inapropiadamente
por paises industrializados para colocar excedentes y crear
dependencia alimentaria. Este abuso continua actualmente. Alerto
que los alimentos geneticamente modificados pueden tener efectos
negativos para la salud humana y su sustento, por consiguiente es
contraproducente a sus objetivos declarados. Tambien sostuvieron
que la ayuda alimentaria que contenga transgenicos esta en
contradiccion con el principio precautorio, asegurado en el
Protocolo de Bioseguridad de Cartagena.
ARGENTINA: CAIDA DEL NEGOCIO DEL MONOCULTIVO FORESTAL
Un reciente analisis de Movimiento Mundial de los Bosques alerta
sobre la caida de la plantacion a gran escala de monocultivos de
especies exoticas de rapido crecimiento con destino a la
industrializacion de celulosa.
En copia fiel al programa forestal aplicado en todo el mundo --
para lo que cuentan con el apoyo politico y los dineros de los
organismos multilaterales que tienen atados a los paises--
Argentina se comprometio por ley (no. 25.080, de 1998) a
subvencionar ese tipo de plantaciones. En un principio comenzo con
gran pujanza y las proyecciones para ese anio eran de plantar
140.000 hectareas para luego pasar a 200.000 hectareas por anio.
Pero la profunda crisis economica que atraviesa la nacion
argentina ha llevado a que el Estado cese el pago de los
reintegros prometidos (que es uno de los favores al sector: otros
son la estabilidad fiscal por 30 anios --que significa que en ese
plazo no sufrira ningun incremento tributario-- y la devolucion
anticipada del IVA). La deuda con los inversores acogidos
al regimen de promocion ronda actualmente los 25,5 millones de
pesos argentinos y corresponde a plantaciones realizadas entre
1996 y 1999.
"Con el incentivo del reintegro estatal fue posible la rapida
expansion de la superficie forestada y proyectar un escenario para
recibir nuevas inversiones", dice Juan Escobar, gerente de la
empresa extranjera Bosques del Plata. Por lo menos esto ha servido
para dejar al descubierto la verdad de este negocio: que sin un
fuerte apoyo estatal, no marcha. ¿En que quedamos? Las
transnacionales son los principales actores del proceso de
globalizacion neoliberal que exige la apertura total de los
mercados y la supresion de cualquier obstaculo comercial, acosando
a los paises que osan apoyar el mas minimo intento de desarrollo
local. Pero cuando de sus negocios se trata, si que aceptan los
subsidios --concluye el informe del WRM.
CERTIFICACIONES EN LA AGROPECUARIA
De un tiempo a esta parte la proliferacion de siglas vinculadas a
la certificacion de sistemas y productos resulta abrumadora (ISO
9000, SQF, Haccp, FSC, Eurep-Gap, ISO 1400). La razon es que los
consumidores de todo el mundo tienen una preocupacion basica
acerca de como son y como se elaboran los productos que compran.
Dicha preocupacion crecio recientemente con los recientes
perjuicios causados por alimentos daniinos.
Lamentablemente, el caso emblematico involucro a las vacas, con la
Encefalopatia Espongiforme Bovina ("vaca loca"), enfermedad que
se transmitio a los humanos. Tambien se dieron casos de
contaminacion en el proceso (por quimicos como las dioxinas o
microbios como la Escherichia coli) o simplemente movimientos que
cuestionaron determinados alimentos, como los elaborados con
trnsgenicos.
Ante estas demandas, garantizar la seguridad alimentaria de los
productos es clave. Por otra parte, los consumidores valoran la
diferencia de los productos, la variedad y la originalidad. Buscan
productos con un origen especifico o con rasgos particulares
diferenciales (por ejemplo productos organicos o ecologicos). En
muchos casos, esto coincide con una motivacion por comprar
productos cuya produccion no implique danios al medio ambiente o
incluso que esten asociados a determinados fines sociales.
Como puede verse, los enfasis de la demanda pueden ser diversos:
ausencia de "vaca loca", libre de transgenicos, nivel de calidad,
denominacion de origen, produccion organica, etc. Estas tendencias
motivan a los productores a recurrir a mecanismos que demuestren
que su producto cumple efectivamente con lo que los consumidores
demandan. Asi, ya no se trata solo de producir lo que el
consumidor quiere, sino tambien demostrarlo. Lo mismo sucede en
las relaciones entre empresas y con los proveedores. Las empresas
necesitan demostrar que trabajan respetando determinados
estandares, para cumplir con las necesidades de determinados
clientes.
Para todo esto se requiere certificacion. Certificar es atestiguar
que un producto o servicio cumple con determinadas
especificaciones tecnicas o normas. Esto se hace con un acta en la
que se da fe documental del cumplimiento. El acta puede tomar la
forma de un certificado, marca o sello.
Las normas ISO (International Organization for Standarization) son
algunas de las mas reconocidas a nivel internacional.Estas
implican una atencion especial a la eficiencia de los procesos y
la reduccion de desperdicios en toda la cadena, que debe manejar
el mismo nivel de calidad en todas sus fases. Tambien los
servicios vinculados deben garantizar el mismo nivel de
desempenio. Asi, transportistas, proveedores, operadores
logisticos, despachantes de aduana, distribuidores, tambien buscan
certificarse.
Dependiendo de los sistemas, la certificacion tiene un tiempo de
vigencia. En el caso de las normas ISO es de tres a cinco anios,
dependiendo de la norma. Eso implica la auditoria del primer anio
y auditorias de inspeccion cada determinado periodo. Terminado el
ciclo, la empresa tiene que volver a certificar. Son raros los
casos en que la certificacion no se renueva. Cuando de implementa
un sistema de calidad, se optimizan costos, se reducen riesgos, se
previenen problemas. Eso hace que las empresas no dejen de
certificar su sistema, salvo excepciones".
Pueden certificarse productos o procesos. La certificacion de
productos garantiza determinados parametros, rasgos o
caracteristicas del producto. La certificacion de procesos
garantiza determinadas formas de produccion, trabaja sobre
parametros del proceso. Segun explica la Dra. Teresita Villar,
asesora academica de la UNIT (Instituto Uruguayo de Normas
Tecnicas), "cuando se certifican sistemas de gestion no se puede
utilizar el sello sobre el producto, eso esta prohibido
explicitamente por la guia ISO, para que los consumidores no se
confundan".
Cuando se certifica un producto, en cambio, se da un sello que se
puede colocar sobre el producto, lo cual es un elemento de
diferenciacion. Para la produccion agropecuaria, estigmatizada por
la homogeneidad de los commodities (sinonimo de precios basicos),
esto constituye una oportunidad sin precedentes.
PRODUCCION DE ALIMENTOS, DESNUTRICION Y SOLIDARIDAD
La Argentina es uno de los paises que produce y exporta mayor
cantidad de alimentos en el mundo. Para comprobarlo, basta con ver
las cifras de las cosechas de cereales y oleaginosas, y la
produccion de carnes. La produccion de alimentos en la actualidad
sigue siendo una de las principales actividades, facturando
aproximadamente el 45% del PBI total del pais.
Segun estimaciones aparecidas en la prensa Argentina la cantidad
de los principales productos disponibles por habitante y por anio,
sin tomar en cuenta las exportaciones, se infiere que el consumo
diario estaria alrededor de 4,4 kg entre cereales y oleaginosas,
300g de carnes, medio huevo y 700 cm3 de leche. Con esta cantidad
de alimentos por habitante y por dia se podria obtener una dieta
balanceada en cantidad y calidad, que cubriria los requerimientos
de alimentos sin inconvenientes.
Esos recursos, que bastarian para satisfacer las necesidades de
una poblacion mucho mayor que la actual, vienen creciendo
sostenidamente en los ultimos anios. Pero simultaneamente la
pobreza, que tambien crece sin parar desde comienzos de la decada
del 80, empieza hacia mediados de los anios 90 a tener en el
hambre su expresion mas grave. Segun estimaciones del Indec, el
hambre aflige hoy en la Argentina a mas de 6
millones de personas, lo que triplica los valores medidos apenas
siete meses atras.
No es nuevo para los analistas en temas de sustentabilidad y
seguridad alimentaria que el problema de la falta de alimentos en
el mundo radica basicamente en un problema de distribucion. Lo que
si resulta novedoso son las expresiones de solidaridad o
articulaciones entre la cadena productiva y organizaciones
solidarias para dar respuesta a estos problemas en tiempos de
crisis. Algunos ejemplos se vienen dando en Argentina.
El Mercado de Liniers SA firmo con Caritas Argentina un convenio
por el cual los productores remitentes a la plaza concentradora
podran donar $ 1 por vacuno durante julio, autorizando a sus
consignatarios a transferir a la entidad de bien publico las
donaciones. La suma reunida sera volcada a la compra de carne a
precio de costo, a traves de los frigorificos que operan en ese
mercado y ya ofrecieron su colaboracion.
En esa misma via se encamino la Fundacion Plus (Participacion
Libre por la Unidad y la Solidaridad), que desarrollo un novedoso
mecanismo entre productores, frigorificos y laboratorios
utilizando soja. Los defensores del programa indican que permitira
canalizar 1500 toneladas anuales de soja, elaborandose milanesas y
fideos. Otros analistas han criticado fuertemente que se utilizara
la soja en tanto casi toda ella es transgenica y existen riesgos
sobre como afectara la salud humana.
EVENTOS
FORO MUNDIAL LIBRE DE TRANSGENICOS
El Foro Mundial de la Sociedad Civil "POR UNA AMERICA LATINA
LIBRE DE TRANSGENICOS; POR LA SEGURIDAD Y SOBERANIA ALIMENTARIA
DE NUESTROS PUEBLOS", se realizara en paralelo a la proxima
reunion panamericana de semillas. El evento tendra lugar en Santa
Cruz, comenzando el 1 de julio hasta el 3 de julio. Entre los
conferencistas se destacan Dr. Roger Carvajal (sobre los impactos
de los transgenicos), Ing Cesar Morales (CEPAL), G. Montecinos
(Grain), E. Bravo (Accion Ecologica), F. Delgado (Agruco), etc.
Mas informaciones con Probioma: probioma@...
ENCUENTRO NACIONAL E INTERNACIONAL POR LA SOBERANIA ALIMENTARIA.
Por otro lado, Fobomade, Aopeb y otras organizaciones de Bolivia
organizar a su vez este encuentro nacional, del 2 al 3 de julio,
en Santa Cruz. Mas informaciones en: fobomade@...
NOTICIAS
El sitio web de CLAES (www.ambiental.net), incluyendo su seccion
sobre agropecuaria y ambiente (www.ambiental.net/agroverde), esta
siendo transferido a un nuevo servidor y reactualizado. Por lo
tanto no se encontrara disponible por algunos dias. Vuelva a
visitarlo en un futuro cercano.
-----------------------------------------------------
El OBSERVATORIO AMBIENTAL AGROPECUARIO del MERCOSUR es un
boletin de CLAES con informaciones y datos sobre los
aspectos ambientales de las estrategias agricola, forestal
y ganadera en los ecosistemas subtropicales y templados del
MERCOSUR (Argentina, Brasil, Chile, Bolivia, Paraguay y
Uruguay). Este boletin se distribuye a intervalos
irregulares por medio del correo electronico. Editores
Gerardo Evia y Eduardo Gudynas; asistente Cecilia Castilla.
Apoyo de la Fundacion CS Mott.
La subscripcion es gratuita; basta enviar un mensaje en
blanco (en Asunto y cuerpo) a la siguiente direccion:
agromsur-subscribe@egroups.com
Para darse de baja de la lista, envie un mensaje en blanco
a: agromsur-unsubscribe@egroups.com
Los editores NO atienden pedidos de cambio de direccion
electronica; debera darse de baja de su viejo e-mail y
volver a subscribirse por la nueva direccion.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
CLAES - Centro Latino Americano de Ecologia Social
Montevideo, Uruguay
www.ambiental.net/claes