OBSERVATORIO AMBIENTAL AGROPECUARIO
M E R C O S U R
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Centro Latino Americano de Ecologia Social - CLAES
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No. 47, Noviembre 10, 2002
CONTENIDO
- GANADERIA SUSTENTABLE EN EL PANTANAL
- URUGUAY: JUSTICIA INTERVIENE EN DEFENSA DE LOS BOSQUES
- BOI VERDE: ESTRATEGIA DE CARNE NATURAL
- GANADERIA ECOLOGICA EN BRASIL
- SE A ONCA MATAR O BOI ENTIDAD PAGA A CONTA
- ARGENTINA: REEMPLAZO DE BROMURO DE METILO EN TABACO
- EMERGENCIA PESQUERA EN ATLANTICO SUR
- PROMOCION DEL COMERCIO DE ORGANICOS URUGUAY-ISRAEL
- ARGENTINA ACOMPANIA CRECIMIENTO DE ORGANICOS
- IICA PROMOVERA LA SEGURIDAD ALIMENTARIA
- ARGENTINA: AUMENTAN CERTIFICACIONES
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GANADERIA SUSTENTABLE EN EL PANTANAL
A Sustentabilidade dos sistemas de produção tem sido
constantemente debatida nas ultimas decadas, enfocando a
influência dos bovinos sobre o ambiente e a conservação de
recursos geneticos animais. A palavra sustentabilidade vem sendo
usada amplamente, de acordo com os interesses e sistemas de
valores da sociedade, porem, quando não definida precisamente,
perde o seu real significado.Segundo a definição da Organização
de Agricultura e Alimentos (FAO), manejo sustentavel envolve a
"conservação de recursos naturais e o repasse de tecnologias, de
modo que assegurem o alcance e a satisfação continua das
necessidades humanas para as gerações presentes e futuras. Tal
desenvolvimento sustentavel não degrada o ambiente, e
tecnicamente apropriado, economicamente viavel e socialmente
aceitavel". Um agroecossistema sustentavel e aquele que mantem a
produtividade ao longo do tempo, com introdução minima de
insumos externos (suplementos alimentares, uso de fertilizantes
e antibioticos), sem degradar os recursos naturais e a
diversidade biologica.
O manejo sustentavel de sistemas complexos, como o Pantanal, e
extremamente dificil e constitui o principal desafio para
cientistas, tecnicos e proprietarios rurais. O aproveitamento de
uma area no Pantanal não deve ser unilateral, sendo necessario
entender todo o processo (interações entre componentes bioticos
e abioticos) e o papel de cada especie no seu respectivo
ecossistema. Portanto, o manejo sustentavel deve se basear nos
requerimentos das especies de flora e fauna integrados com os
requerimentos dos animais exoticos introduzidos e as
necessidades do homem, levando-se em consideração as limitações
do ambiente. A maioria dos estudos efetuados na região tem
focado as partes componentes do sistema e resultados de
interesse imediato, como o aumento da produção animal, em vez do
esclarecimento dos processos que geram tais respostas.
Para que o sistema de produção de gado no Pantanal seja
economicamente viavel, ele deve otimizar o uso das pastagens
nativas, e de praticas sanitarias alternativas para manter os
animais saudaveis e com baixo custo. O criador tambem deve se
preocupar em aplicar tecnologias ja desenvolvidas e validadas na
região. A Embrapa Pantanal vem ha anos desenvolvendo estudos, em
busca de conhecimentos para o desenvolvimento de sistemas
sustentaveis, de produção de gado de corte para a região.
Algumas tecnologias ja estão disponiveis, tais como: o uso de
estação de monta; desmama antecipada dos bezerros; descarte
tecnico; suplementação mineral estrategica; seleção de touros;
everminação estrategica; e controle profilatico-sanitario.
Atualmente, a Embrapa Pantanal vem estudando a integração bovino
x planta x solos visando desenvolver metodologia de avaliação e
monitoramento da sustentabilidade dos diferentes sistemas de
produção, tecnicas de manejo sustentavel das pastagens nativas,
como tambem, definir medidas de manejo adaptativo para sistemas
convencionais e orgânicos, com base em indicadores ambientais,
econômicos, sociais e de bem-estar animal.
No Pantanal existe uma grande diversidade de ambientes e
especies forrageiras, que constituem a principal fonte de
alimentos para os grandes herbivoros silvestres e domesticos.
Entretanto, ha pouco conhecimento sobre manejo dos recursos
forrageiros nativos. Com relação à pastagem, existem muitas
especies forrageiras nativas de grande potencial que precisam de
estudos de manejo e melhoramento. Com relação à raça adequada,
os produtores deveriam selecionar um tipo de animal que
utilizasse melhor os recursos forrageiros nativos e que fosse
adaptado às condições bioclimaticas no Pantanal. O melhoramento
genetico dos bovinos aumenta os requerimentos de nutrientes e
nem sempre as especies forrageiras nativas estão aptas para
atender as exigências desses animais. A raça, alem de ser
produtiva e adaptada à região, deve possuir as caracteristicas
desejadas do mercado.
Nota-se que no mundo ha uma tendência dos consumidores pela
carne de bovinos criados a pasto ("natural beef" ou "grass
fed"), o que tem permitido a alguns produtores desenvolver um
nicho de mercado apropriado. Diante deste cenario, o mercado
alternativo pode aumentar a viabilidade econômica da criação de
gado nas condições naturais do Pantanal. Ou seja, aumento do
valor agregado, por ser orgânico, natural e alimentado
exclusivamente a pasto, torna-se atraente aos consumidores, que
estão dispostos a pagar por esse tipo de produto. O marketing da
criação de bovinos a pasto e uma estrategia que a grande maioria
dos produtores pantaneiros poderia fazer uso parA incentivar
este nicho de marcado. Varios criadores pantaneiros vêm se
associando, com o objetivo de beneficiar-se deste sistema
natural de criação, procurando opções tecnologicos para aumentar
a produtividade animal de forma sustentable (ver otras noticias
en este boletín).
URUGUAY: JUSTICIA INTERVIENE EN DEFENSA DE LOS BOSQUES
El fiscal civil Enrique Viana promovio en Uruguay una accion de
medida cautelar ante la justicia civil para evitar la
deforestacion de un bosque nativo ubicado en Mandiyu,
departamento de Artigas, cerca de la frontera entre
Uruguay,Argentina y Brasil, ya que su propietario pretende
construir una represa en el mismo y cuenta con autorizacion
administrativa. El magistrado se ampara en el mandato
constitucional de abstencion de realizacion de un acto grave de
depredacion.
El fiscal Viana, que tambien presento sendos recursos ante los
Ministerios de Vivienda, Ordenamiento Territorial y Medio
Ambiente (Mvotma) y de Ganaderia, Agricultura y Pesca (MGAP) y
de Transporte y Obras Publicas (MTOP), igualmente presento la
medida judicial por considerar que la via administrativa no es
suficiente para evitar la "irreparable accion destructiva" que
causaria la deforestacion. En un escrito, previo al juicio,
pidio al juzgado civil de decimo quinto turno que se prohiba la
deforestacion del bosque nativo fluvial sobre el arroyo Mandiyu,
(afluente del Rio Uruguay) sito en un establecimiento del mismo
nombre. Viana planteo que si el derecho ambiental regula las
actividades humanas con incidencia ambiental para preservar la
naturaleza, "es logico que sea preventivo, ya que se protege
mejor la naturaleza evitando que el danio se produzca".
El magistrado planteo la demanda ante la decision del
propietario del predio talar 120 has de monte nativo para
construir una represa para el riego del cultivo de arroz,
contando con autorizaci'on administrativa por parte delas
autoridades nacionales competentes.En el escrito seniala que el
monte indigena "forma parte de lo que se llama el algarrobal del
Parque Arbolado y perteneciente a la formacion mesopotamica que
se extiende en una franja paralela al rio Uruguay". Viana afirma
que se trata de "especies forestales autoctonas predominantes de
muy interesante porte de mataojos y de guayabos colorados (...)
que reune las caracteristicas de bosque protector (conservador
del suelo, el agua y otros recursos naturales renovables)".
El fiscal afirma tambien que constituye "un ecosistema estable
con equilibrados procesos de regeneracion y produccion con los
fenomenos naturales de destruccion. Posee un estado sanitario
que puede calificarse como excelente"., "unico en el pais" y que
la deforestacion proyectada afecta al "corazon" de tal
localizacion arborea.
En ese sentido, concluyo que la perdida de 120 has de bosque
fluvial "es irreversible y no tiene medidas de mitigacion
conocidas y el impacto de su perdida es relevante, negativo,
permanente e irreversible". Viana senialo que informes oficiales
del Departamento de Bosque Nativo, la Division Forestal, la
Direccion General de Recursos Naturales Renovables, la Dinama,
niegan la deforestacion y cualquier operacion que atente contra
su supervivencia.
El informe de la Division Forestal del MGAP determina que "los
bosques fluviales estan protegidos por ley, resultando de
interes nacional la conservacion de dichos ecosistemas
nacionales, por lo que el interes particular de destruccion y/o
modificacion de estos ambientes no queda sujeto a la voluntad
del propietario a factibilidades economico-productivas, sino que
esta supeditado al interes general de la ley". Otro informe
afirmo que "el represamiento de rios y arroyos con masas
importantes de bosque fluvial no resulta compatible con la
conservacion del recurso ni con la legislacion que hoy la
regula". En otro punto apunto que la corta del monte fluvial
"implicaria la degradacion y destruccion del mismo". La Division
de Evaluacion Ambiental opino que "el proyecto supera los
impactos residuales minimos admisibles, tomado como standard la
normativa existente de proteccion del bosque nativo".
Viana aseguro en el escrito que el articulo 47 de la
Constitucion dice que la proteccion del medio ambiente es de
interes general y que las personas deberan abstenerse de
cualquier acto que cause depredacion, destruccion o
contaminacion graves al medio ambiente".
BOI VERDE: ESTRATEGIA DE CARNE NATURAL
Nos ultimos anos, algumas expressões entraram no dia-a-dia do
pecuarista brasileiro que teve de se familizar não apenas com
novas palavras, mas, principalmente, adotar um jeito diferente
de produzir gado para atender as exigências do mercado
internacional. Dentro dessa nova ordem, surgiram os conceitos de
boi natural, boi verde e boi orgânico. "Não importa a raça nem o
grau de sangue - pode ser zebuino, taurino ou cruzamentos de
raças -, o que vale e o conceito", observa um dos diretores do
Sindicato Rural de Uberlândia, o pecuarista Carlos Augusto
Ribeiro Franco.
Segundo o pecuarista, que e dono das fazendas Agua Limpa, em
Uberlândia MG), e Jussara, em Vila Rica (MT), e participa do
Programa Boi Verde, o produtor do boi verde não usa ração. O
rebanho, explica, e alimentado com pastagens da região, em geral
braquiarias e panicuns, de acordo com a realidade de cada
fazenda e com as condições do solo. Apenas quando esta proximo
do abate, o gado recebe alimentação no cocho à base de grãos ou
silagem com caroço de cereais ou farelo de soja como fontes de
proteina. "Essa alimentação da ao boi a capa de gordura ideal,
ajuda conservar a carne, dando-lhe maciez."
O criador afirma que a maioria das propriedades brasileiras de
corte se baseia nesse modelo de criação. "Nossos avos ja criavam
um boi desse tipo, porem, eles so conseguiam abater animais de
18 arrobas com 36 a 42 meses de idade; hoje, alcançamos esse
peso com 24 meses, em media." Franco, porem, diz que não tem
ideia do tamanho do rebanho criado nessas condições. "A grande
maioria utiliza esse sistema, que pode e precisa ser melhorado,
e e essa a proposta do boi verde: estabelecer um padrão."
Rastreabilidade - Carne bovina rastreada e com certificação de
origem pode ser embarcada para a União Europeia, um mercado que
absorve 50% das exportações brasileiras de carne bovina in
natura. O tema rastreabilidade e outros assuntos de interesse do
setor, foram discutidos no 4.º Encontro do Boi Verde, em
Uberlândia, de 29 a 31 de agosto. O evento, que, reuniu 800
criadores de 18 estados brasileiros, foi promovido pelo
Sindicato Rural de Uberlândia, a Embrapa Gado de Corte e
Conselho Nacional de Pecuaria de Corte (CNPC).
Bem estar animal - Na quarta edição do Encontro do Boi Verde, os
produtores começaram a discutir um tema novo, o bem-estar do
animal e a preservação do ambiente. "E a bola da vez", acredita
Franco. Hoje, prossegue, a preocupação e com identificação, o RG
do boi. Ele diz que daqui em diante as discussões tomarão outro
rumo, frente às exigências dos mercados consumidores,
principalmente o europeu, que se preocupam com o jeito de criar
os animais. "O Pais tem todas as condições naturais
de produzir o boi verde, ecologicamente correto, tão almejado
pelo mercado externo." Franco diz que o Programa do Boi Verde
tem chamado a atenção dos pecuaristas para a preservação
ambiental. "Sabemos que e preciso criar o boi sem agredir a
natureza. E a pecuaria sustentavel, que prega a sintonia entre a
produção e o meio ambiente", explica.
Integração - O pecuarista baiano Almor Antoniolli, da Fazenda
Prata Nova, Correntina (BA), região de Barreira, apresentou no
Encontro do Boi Verde a sua experiência com integração lavoura
pecuaria. "O que me trouxe ao evento foi a possibilidade de
mostrar os resultados da integração lavoura pecuaria, fazendo
terminação de animais no cocho utilizando residuos de lavoura da
pre-limpeza de soja e milho e silagem de milho", informa. "Todo
o gado e criado a pasto, com suplementação apenas para abate."
GANADERIA ECOLOGICA EN BRASIL
Um grupo de pecuaristas brasileiros produziu 3.500 animais
dentro do sistema orgânico de criação, de acordo com as normas
dos paises exportadores. A evolução do setor foi de 1.200%,
considerando que no ano passado tinham sido criados apenas 300
animais. "Esse mercado esta crescendo em media 20% ao ano na
Europa, sendo um atrativo para os fazendeiros que estão aderindo
à nova modalidade", afirma o presidente da Associação Brasileira
de Pecuaria Orgânica (ABPO), Homero Jose Figliolini. Na safra
passada, o grupo produziu 300 bois e enviou as 25 toneladas de
carnes encomendadas pela Inglaterra, sendo, então surpreendido,
no meio do caminho, com nova exigência dos ingleses que queriam
comprar apenas carne orgânica. "Por causa da barreira, a carga
foi vendida para a Holanda", conta Figliolini.
Certificação - Atualmente, oito fazendas de Mato Grosso do Sul,
Mato Grosso, Goias, Tocantins, São Paulo e Paraiba, certificadas
por orgãos internacionais de controle de qualidade, são ligadas
à ABPO, que tem como associadas outras sete em processo de
conversão de convencional para orgânico, alem de dezenas de
pedidos de adesão, que estão sendo analisados.
O Instituto Biodinâmico (IBD), de Botucatu (SP) e a Organização
Internacional Agropecuaria (OIA), da Argentina, fornecem os
certificados de garantia de qualidade no Brasil. Ambas entidades
são associadas à International Federation of Organic Agriculture
Moviments (Ifoam), da Alemanha, ligada à Comunidade Econômica
Europeia. Para a certificação, primeiro, tecnicos do IBD e da
OIA, que acompanham o processo de mudança colhem amostras do
solo, examinam a limpeza dos pastos, observam a possivel
presença de agrotoxicos e fazem uma serie de recomendações.
Voltam à fazenda com os resultados das analises do solo e o
calculo do tempo necessario para que a propriedade possa entrar
no novo processo de produção,necessario para a "desintoxicação"
da area, conforme explicou o representante do IBD/MSl, Jose
Carlos Thimoteo Lobreiro. "Pode chegar a cinco anos."
Vitelo do Pantanal recebe cotação em dobro- Três produtores de
Vitelo da Pantanal (Vitpan), em Mato Grosso do Sul, negociaram
essa semana 61 animais, com peso medio de 230 quilos cada, a
preços que chegaram a R$ 733 por cabeça - mais do que o dobro da
cotação de um bezerro macho.
SE A ONCA MATAR O BOI ENTIDAD PAGA A CONTA
Pela primeira vez no Brasil, pecuaristas serão ressarcidos por
perdas de rebanho causadas por onças. Para tanto, deverão se
comprometer a não matar os predadores. A iniciativa e da
organização não-governamental Fundo para Conservação da Onça-
Pintada e ja conta com a adesão de nove proprietarios da região
do rio Negro, no Pantanal da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul.
Os recursos para o reembolso virão da Conservation Internacional
do Brasil (CI-Brasil) e serão pagos mediante comprovação tecnica
de que a perda do gado foi causada por onça-parda ou onça-
pintada. O pacto firmado entre os proprietarios e o Fundo
estabelece uma moratoria de dois anos à caça de onças. Segundo
informações dos pecuaristas, a perda na região e estimada em 200
cabeças de gado por ano. O projeto e uma continuidade do
trabalho de pesquisa dos biologos Leandro Silveira e Anah
Jacomo, que vêm sendo patrocinado ha mais de um ano pela CI-
Brasil em parceria com o Earthwatch Institute, por meio do
Centro de Pesquisa para Conservação da Biodiversidade, que
funciona na Fazenda Rio Negro, propriedade da CI-Brasil no
Pantanal mato-grossense. Os proprietarios que participarem
receberão ainda beneficios para seus funcionarios e colaborarão
com o estudo, permitindo a instalação de "armadilhas
fotograficas" em suas fazendas. As fotografias ajudam o trabalho
de monitoramento, pois por meio delas se pode identificar
animais e seus habitos.
Os biologos trabalham ha 11 anos com onças e, desde 1994,
concentram sua pesquisa no Parque Nacional das Emas, em Goias,
estudando as ultimas onças-pintadas dos campos do Cerrado. O
parque e o ultimo grande refugio para onças no planalto central
e os pesquisadores têm buscado, no ultimo ano, as conexões
naturais entre essa area e o Pantanal, dentro do Programa
Corredor Ecologico Cerrado-Pantanal da CI-Brasil. "Mapeando
areas remanescentes de vegetação natural entre Pantanal e
Cerrado, e conhecendo minuciosamente as populações de onças que
existem entre eles, podemos identificar areas prioritarias para
sua conservação e trabalhar para que sejam protegidas", diz
Leandro Silveira, que esta à frente do Fundo para Conservação da
Onça-Pintada. 'Se populações das chapadas da região do Parque
Nacional das Emas puderem realizar trocas geneticas com as
populações de onças do Pantanal, o risco de extinção sera
reduzido."
Segundo Reinaldo Lourival, diretor da CI-Pantanal, porem, não
são todas as onças que predam o gado, ja que bois não fazem
parte do cardapio natural da especie. Lembra, ainda, que esse
sistema de ressarcimento da população por prejuizos causados por
animais selvagens e utilizado em outros locais do mundo, como
com os elefantes na Africa. "La, ja se percebeu que os recursos
turisticos trazidos pelos elefantes superam os prejuizos que
causam à agricultura."
ARGENTINA: REEMPLAZO BROMURO DE METILO EN TABACO
En Tucuman, se reunio recientemente el equipo tecnico nacional
del proyecto que busca sustituir el uso del bromuro de metilo en
el sector tabacalero argentino. Esta sustancia gaseosa que se
utiliza en la fumigacion de suelos en la etapa de almacigos es
una de las mas destructoras de la capa de ozono, y nuestro pais
ha comprometido su eliminacion para esos usos en 2007 de acuerdo
al Protocolo de Montreal. En la reunion se presentaron los
avances logrados en la presente campania tabacalera: mas de 90
tecnicos participaron en diversas instancias de capacitacion e
intercambio acerca de las mejores alternativas a este pesticida.
Alrededor de 2.300 productores, por su lado, asistieron a las 79
jornadas de campo donde se mostraron los almacigos flotantes y
el metam sodio como los principales metodos que sustituiran al
bromuro de metilo. Dichas reuniones fueron organizadas
juntamente con gobiernos provinciales, empresas tabacaleras y
organizaciones de productores y continuaran en los proximos
anios. El sector tabacalero de Misiones resulta ser el mas
avanzado, ya que mas de un 70% de la superficie ya habria
adoptado el sistema de almacigos flotantes. Tucuman alcanzaria
alrededor del 40%, mientras que Salta habria reemplazado el
bromuro en apenas 11% de su area de tabaco.
Estas acciones fueron acompaniadas por una masiva campania de
concientizacion acerca de la necesidad de conservar la capa de
ozono que se emitio en los principales canales de television y
radios de todo el pais y continuara a nivel regional hasta fin
de anio. Esta campania tuvo su momento mas importante el 16 de
Setiembre, Dia Internacional de la Proteccion de la Capa de
Ozono con una serie de actividades de difusion en coordinacion
con la Oficina del Programa Ozono de la Secretaria de Ambiente y
Desarrollo Sustentable de la Nacion. Las acciones de los
proyectos del INTA sumadas a los efectos de la devaluacion, la
caida en la actividad economica y el esfuerzo de los productores
contribuyeron a que las importaciones de bromuro de metilo en
los primeros nueve meses del anio fueran de tan solo 232
toneladas, cuando en todo 2001 sumaron 635 ton segun datos
provisorios de la Aduana.
PROPONEN DECLARAR LA EMERGENCIA PESQUERA Y SUSPENDER LA
CUOTIFICACION
El gobierno uruguayo acaba de anunciar un acuerdo por el cual
otorgaria permisos de pesca y bandera uruguaya a pesqueros
chinos; mientras tanto un proyecto de Ley de Emergencia Pesquera
para la merluza comun fue presentado por los diputados
nacionales argentinos Pascual Capelleri, Ricardo Vazquez, Carlos
Brown, Ricardo Gomez y Maria Monteagudo. El proyecto -cuya
elaboracion conto con el asesoramiento de CeDePesca- fue
ingresado el 17 de septiembre, y propone declarar la emergencia
pesquera por el termino de dos anios, suspender la aplicacion
del articulo 27 que obliga a implementar el proceso de
cuotificacion, y restringir la actividad de buques congeladores
al sur del paralelo 48 Sur.
Entre sus articulos, el citado proyecto obliga a todos los
buques factorias o congeladores a embarcar un inspector, y
faculta al PEN a prorrogar la emergencia por un anio adicional
si de las recomendaciones cientificas surgiera esa necesidad.
Luego de tres anios de distintos regimenes de emergencia con el
objeto de recuperar la salud de los stocks de merluza comun
(Merluccius hubbsi) nos encontramos en una encrucijada que
requiere el fortalecimiento juridico de estos regimenes con el
objeto de asegurar la culminacion exitosa de este proceso.
Segun la informacion cientifica disponible, la conjuncion de
factores ambientales favorables, la Zona de Veda patagonica para
la proteccion de juveniles y las restricciones aplicadas al
esfuerzo pesquero, que redujeron la mortalidad por pesca de 0,8
a 0,5, es decir un 40%, durante la vigencia de los regimenes de
emergencia, han logrado iniciar un proceso de recuperacion que
podria traducirse en un incremento neto de la biomasa
reproductiva en 2003 hasta niveles por encima del nivel critico.
Este hecho, que de por si constituiria un exito alentador de los
regimenes de emergencia, no es suficiente, sin embargo, para
completar la recuperacion del recurso. Es necesario ademas
recomponer la estructura de tallas de las poblaciones de merluza
comun hasta que se asemeje a la composicion original, con una
representacion adecuada de todas las clases de edad. Este logro
es el que permitiria recuperar los niveles de captura anual
hasta las casi 400.000 toneladas que caracterizaron esta
pesqueria y sera cuando podra hablarse de recuperacion plena de
la salud de los stocks y, por lo tanto, de la caducidad del
regimen de emergencia.
Las recomendaciones del INIDEP son taxativas en cuanto a la
necesidad de mantener el statu-quo, manteniendo inalterable la
tasa de mortalidad por pesca de los anios 2000 y 2001, para
asegurar que este proceso de recuperacion se sostenga en el
tiempo. La trascendencia que el exito de este proceso tendria
para la actividad pesquera, y en particular para las comunidades
costeras que dependen de la misma para vivir, pone de relieve la
importancia de reforzar juridicamente el regimen de emergencia
actualmente vigente, regido por el DNU 189 de fecha 30 de
diciembre de 1999.
Es por ello que entendemos necesaria la sancion de una Ley de
Emergencia Pesquera, en consonancia con el espiritu de la Ley
Federal de Pesca expresado con claridad en su articulo primero
cuando dice ¨La Nacion Argentina fomentara el ejercicio de la
pesca maritima en procura del maximo desarrollo compatible con
el aprovechamiento racional de los recursos vivos marinos.
Promovera la proteccion efectiva de los intereses nacionales
relacionados con la pesca y promocionara la sustentabilidad de
la actividad pesquera, fomentando la conservacion a largo plazo
de los recursos, favoreciendo el desarrollo de procesos
industriales ambientalmente apropiados que promuevan la
obtencion del maximo valor agregado y el mayor empleo de mano de
obra Argentina".
El Proyecto de Ley puede consultarse en la pagina web:
www.cedepesca.org.ar/legislacion.htm
PROMOCION DEL COMERCIO DE ORGANICOS URUGUAY-ISRAEL
Empresarios vinculados a la agricultura organica en Israel estan
interesados en promover el comercio y la inversion en este rubro
de la produccion en Uruguay, por lo que es posible que se
impulsen asociaciones y otros proyectos en esa direccion. El
tema se trato el 22 de octubre en un seminario organizado por la
Camara Uruguayo Israeli de Comercio y el Proyecto Predeg-GTZ. En
cuanto al comercio mundial de productos organicos con enfoque
especial en Europa y Medio Oriente, diserto Avi Kedem, director
de la empresa Arava Export Growers. Se trata de una empresa que
centraliza la exportacion de productos organicos desde Israel al
mundo. El seminario conto tambien con la participacion de
expositores uruguayos relacionados con las actividades de
exportacion, certificacion y promocion de la agricultura
organica.
ARGENTINA ACOMPANIA CRECIMIENTO DE MERCADO MUNDIAL DE ORGANICOS
El mercado mundial de productos organicos ha concluido el 2001
ratificando la tendencia creciente y sostenida que venia
manifestando durante la ultima decada. La venta de este tipo de
productos totalizo en 2001 la suma de 26 mil millones de
dolares, registrando un nuevo incremento con respecto a 2000 de
aproximadamente 25%. La Argentina acompanio este crecimiento.
Segun informacion del SENASA, la superficie total con
certificacion organica fue de 3.200.000 hectareas en 2001, de
las cuales 225.000 estuvieron dedicadas a la agricultura.
IICA PROMOVERA LA SEGURIDAD ALIMENTARIA
El Instituto Interamericano de Cooperacion para la Agricultura
(IICA) presento un plan de accion para los proximos cuatro anios
en el cual buscara la seguridad alimentaria asi como el
desarrollo sostenible del agro en el hemisferio. El plan de
accion de IICA se concretara en siete areas: comercio y
desarrollo, agronegocios, tecnologia e innovacion, sanidad
agropecuaria e inocuidad de los alimentos, desarrollo rural
sostenible, informacion y comunicacion, asi como educacion y
capacitacion. Este plan se pondra en practica mediante agendas
de cooperacion nacionales, regionales y hemisfericas en cada uno
de los 34 estados americanos miembros mediante consultas con los
sectores publico y privado.
ARGENTINA: AUMENTAN LOS PEDIDOS DE CERTIFICACIONES EN EL AGRO
"La demanda de los paises compradores de alto poder adquisitivo
que requieren alta calidad en los productos que se ofrecen con
certificacion como metodo reconocido internacionalmente para
garantizar esa seguridad, ha motivado que los productores
argentinos se muestren sumamente interesados en certificar
calidad. Este proceso los posiciona mejor para la exportacion y
ha originado una mayor demanda de certificaciones de buenas
practicas agricolas, produccion integrada, buenas practicas de
manufactura, o HACCP que son los sistemas mas conocidos
internacionalmente". Con estos conceptos, Maria Paula de Suarez,
de la Fundacion ArgenINTA, inicio su disertacion en la jornada:
"La certificacion de calidad como herramienta de
diferenciacion", que se llevo a cabo en el marco de la III
Exposicion de Frutas & Verduras 2002, en La Rural.
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El OBSERVATORIO AMBIENTAL AGROPECUARIO del MERCOSUR es un
boletin de CLAES con informaciones y datos sobre los aspectos
ambientales de las estrategias agricola, forestal y ganadera en
los ecosistemas subtropicales y templados del MERCOSUR
(Argentina, Brasil, Chile, Bolivia, Paraguay y Uruguay). Este
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