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Ah...Doces dias de primaveras intermináveis, Como duas crianças a agir entre os caminhos apresentados, Nas noites de amantes vivendo perigosamente Em que à entrega não importava o lugar... Ah...Dias aqueles em que nossas mãos entrelaçadas geravam a força necessária para construção de um mundo mágico em torno de nós... Ah, tempo aquele a qual enfrentávamos as adversidades juntos, Chegando sempre ao final como vitoriosos, Tempo que de nossos jantares fazíamos encontro de nossas almas, em meio as velas que apresentava sua luz como pássaros amantes, buscando entrelaçar nossos corpos de nossos dias momentos de lembranças eterna... Ah dias aqueles que contigo percorri universos inexplicáveis sem temor a nada, em busca sempre de momentos novos, de inspiração as nossas almas, momentos em que a história se fez... Como uma sementinha jogada ao relento que encontra o seio terra e germina tornando-se árvore frondosa impossível de ser derrubada. Oferecendo aos corações incrédulos sombra necessária de aconchego e esperança... Ah, dias aqueles... Em que fizemos de nossos atos exemplos aos corações que saltava de emoção a cada encontro novo... Magia aquela que a cada pôr-do-sol oferecia mais tempo para amarmos... Afinal, agora em solidão... Lembro-me que em algum lugar do passado te perdi, Ah, se controlasse o tempo vestir-me-ia de lua solitária, postava-me frente a ti e em teu mundo... Para poder de tua silhueta fazer minha visão mágica da eternidade!... Paulo Nunes Junior SP- Brasil
EM ALGUM LUGAR DO PASSADO... Carmen Cristal No tempo, Dias de gloriosas emoções, Abençoados pelos Anjos, Límpidos aos Olhos do Criador, Em que a criança, que existia em nós, Confundia-se com o “ser adulto”, Libertando o “ser amante”, Para que, com expressão e anseio, Vivêssemos A entrega plena e absoluta... Dias aqueles!... Onde a plenitude dos sentimentos Iluminava nossas almas, Aquecia nossos corações, Para fortes na confiança Ultrapassar barreiras, Fixando as raízes dos sonhos Do poeta mais apaixonado... Fôssemos Nascente e curso de um rio A varrer os caminhos com júbilo, Fonte de amor!... Tempo em que nos permitíamos o deleite De bailar sobre nuvens!... Caminhar na madrugada, Cantar sob a chuva fina de inverno; Ou, nas noites quentes de verão, Deitar na areia branca da praia E observar a Lua e as Estrelas, Acreditando que o céu era nosso abrigo E que nada poderia jamais Abalar aquela relação encantadora, Mágica!... Um tempo em que tocávamos com as mãos Dias e dias, em que o Universo Conspirava a nosso favor, Éramos nós e a pureza das cores da natureza; Encanto do arco-íris!... A beleza do olhar sem pretensão, A não ser dar-se e ser feliz... Sem distorção da razão, Onde foi moldado o ser humano Para ser dono da felicidade... Tempo que passa!...Dias que se foram, Sem que eu pudesse entender Como as mudanças acontecem; Como prevalece o irreal da comiseração, Dos ventos que sopram sem piedade, Desfigurando o sorriso e encanto Do que foi a face da cumplicidade... Um tempo que o tempo carregou, Deixando meus braços vazios, Minha alma amargurada, Meu coração solitário de ti, De tantos sonhos sonhados, Tantas ilusões aquecidas, Tantas metas que o vento arrastou!... Distorção que se firma na lembrança, Nas feridas que ainda não cicatrizaram. Um acordar e saber Que, em algum lugar do passado, te perdi!... Errante, carregando comigo O sabor dos teus beijos, O calor do teu corpo no meu... A ilusão de que ainda um dia Ressurgirás das cinzas do que foi nosso amor, Para apagar com um sorriso O que não deveria ter acontecido E, então, iremos recomeçar de onde paramos: Para que a eternidade se faça dos prazeres Que ainda possamos viver; Do amor que o tempo não apagou, Apenas adormeceu... Acordando no hoje, uma manhã de sol!
16/10/2008
Em algum lugar do passado ( Débora Acácio 24/10/2008)
Em meus sonhos, em minha fantasias no meu olhar quando estou o céu estrelado a contemplar sei que em algum lugar do meu passado você está..
Hoje de forma amiga , sem muita ousadia e controlando minhas fantasias te esculpo , de imagino. De olhos fechados entrego-me em teus braços a muito esperados.
Do que vivi ontem , hoje nada sei. Não tenho lembranças. Mas meu peito se enche de saudade quando estou aqui. Escrevendo para ti. Que de alguma maneira alimenta a minha alma, de amor, de esperança e de certeza!
Em algum lugar do meu passado você está, hoje como recordação, doce sonho, como fruto de minha mera imaginação. Sonhos invadem a minha mente onde sinto o teu abraço, sinto o que beijo.. e em teu peito adormeço. E quando acordo, Seu sorriso me acorda para um novo amanhecer em minha nova vida. E nesta tento tudo certo fazer para poder te ter, te reencontrar , E saber que em algum lugar do meu futuro, estarás lá. A me esperar! 04- EM ALGUM LUGAR DO PASSADO... Edson C. Contar (Gentleman Pantaneiro) nov / 2008 Lá, no distante passado, Deixei a minha alegria E minha razão de viver. Em algum lugar do passado, Deixei meus sonhos de lado Meu sorrir e meu sofrer... Tornei-me um nada ao quadrado, Um ninguém abandonado, Solitário, inconsistente... Em algum lugar do passado, Ficou para sempre enterrado O meu amor mais ardente. Ficou comigo a esperança Que outras vidas existam, Como o profeta previu... E que um dia eu reencontre, Em algum lugar no futuro, No outro lado do muro, Meu grande amor que partiu... 05-
Nosso caminho Nosso caminho, tão florido, Onde sempre caminhamos de mãos dadas Era tão alegre que ao recordar Sinto a sensação de estar ali, caminhando com você Lado a lado, olhos nos olhos, sempre juntos Como se caminhássemos rumo ao arco íris, Andando, andando, sem nunca poder chegar E a felicidade era nossa companheira, Nesta busca pela vida inteira Mas o pensamento é cortado pela força da solidão E volto ao meu ser, verdadeiro, triste, solitário, Tudo ficou negro de repente, as flores sumiram E até o sol se escondeu. Nosso caminho, tão bom antigamente, Agora tem no chão pedras pontiagudas que machucam Não só os pés mas também o coração. Onde foi parar nossa alegria? Onde está o nosso amor? Será que a chuva levou tudo na correnteza, Entupindo os bueiros, invadindo os canteiros? Por que esta tristeza de agora? Por que ficamos calados sem termos o que falar? Dói a alma, sofre o corpo e ninguém pode ajudar Fomos nossos anjos e hoje somos carrascos Nós somos culpados pela vida que levamos Quem faz o bem o recebe de volta, Quem faz o mal, retorna também Vou tentar ser feliz, fazer o que sempre quis Procurar a felicidade outra vez, caminhando Por caminhos diferentes para ver se encontro O nosso amor, parado num canto, esquecido no tempo, Num galho de árvore, num pássaro que voa, Ou mesmo escondido, dentro do meu coração.... JANDA
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